Glenda
Glenda estava na sala de espera do consultório médico, era um exame de rotina, na verdade era só mais um dia de rotina, no mesmo consultório depois de um mesmo café da manhã, depois de um mesmo jantar romântico. Glenda mora junto com sua namorada a mais ou menos 3 anos. Isso aconteceu devido a uma má convivência na casa de seus pais que não a aceitavam como era.
- Glenda Merk, sua vez de consultar. - a dona da voz era a MESMA recepcionista do consultório.
Glenda se levanta e vai até a sala e senta na mesma cadeira que sempre senta, ela escuta paciente mente o doutor Wilson dizer que o seu exame, deixa eu adivinhar não teve alterações. Enquanto esta ali só de corpo presente Glenda lembra que vai ter que passar no mercado antes de ir para o serviço para comprar as mesmas coisas para casa, afinal, os mesmos irmãos chatos de Cristina, sua namorada estão lá na casa para passar o fim de semana. Vida simples, rotina simples.
Ao terminar o que estava na sua agenda Glenda volta ao trabalho, aqui nesse momento, nada é o mesmo, no trabalho Glenda sempre tem problemas novos para resolver, novas ideias para explorar e novas fofocas de suas amigas para acompanhar, novas pessoas para falar, novas coisas para rir. Glenda está no trabalho a pouco tempo, sua rotina no RH da empresa não dependia só dela, havia comemorações a se planejar, gente nova que irá entrar e principalmente, pessoas com a vida melhor que a dela para ela dar a notícia da Demissão.
Glenda adora essa parte do trabalho, principalmente porque é nesse momento que lhe dá utilidade na roda de fofocas com algumas amigas. Glenda não é alguém que se destaca como Mia, Vic e Cassie. Mas se engana quem acha que Glenda não é alguém atraente, ela é a clássica mulher loira dos olhos azuis que esta na flor da idade e com apenas alguns quilos a mais do que gostaria, algumas espinhas nas costas e uma voz que pra ela é fina demais. Sempre foi fácil encontrar pessoas que desejassem Glenda, as mulheres pelo seu zelo e alegria, os homens pela suas curvas. Glenda jamais contou para Cristina sobre sua bissexualidade, seja por medo ou desaprovação de sua futura namorada agora parceira, apenas suas amigas mais próximas Contei apenas para Mia e Cassie. Vic tem fama de expalhar alguns boatos da roda.
Ao chegar no intervalo Glenda encontrou Cassie que estava pensativa, ela estava tão animada por passar um tempo com o charmoso do Hudy, ficou mais animada disso do que a tentativa de arranjar um emprego apra seu marido. Mas algo deu errado.
- O que foi amiga, o que aconteceu?
- Estou pensando em me separar de John, não está dando certo mais.
- Ele não vai conseguir o emprego não é?
- Na verdade eu até esqueci de falar com ele direito sobre o assunto, a trilha foi intensa e o Hudy e sua mulher são muito "acolhedores" - ela parou como se tivesse lembrado de algo que não devia - e John vomitou em minhas roupas de tão bêbado que estava, tive que emprestar uma roupa da mulher dele para voltar.
Glenda pensou em fazer uma provocação com sua amiga mais achou que não era o momento, sua amiga estava pensando em acabar seu relacionamento e isso era prioridade para ela. Glenda pode ter muitos defeitos, mas protege quem ela gosta.
- Acho uma boa você terminar, você sustenta a casa, e é nova, com certeza vai arranjar alguém melhor. estou te falando isso a um tempo para você, o que fez você mudar de ideia?
- Acho que eu quero viver novas experiências no momento, senti algo que nunca senti antes na viagem, uma sensação de parecer estar fazendo algo errado, mas que foi certo. E outra que talvez nem na cama John está me deixando a vontade.
Glenda só ouviu a última parte, um pouco porque ela entende o que Cassie está dizendo, em outra por quê problemas sexuais e conselhos amorosos são a praia dela, a questão da moral de Cassie sobre certo e errado não cabe a ela questionar.
- Vamos sair, esse final de semana, tente arranjar alguma desculpa com John e vamos nós duas diga que vamos conversar sobre Vic e algum problema com o filho dela, algo assim.
- Mas e Cristina? - Cassie indagou preocupada. Glenda estava farta de parentes da parceira por um final de semana com as MESMAS coisas. - Pode levar ela junto.
-Não, eu não divido o problema das minhas amigas com ela, acho que isso poderia atrapalhar nossa conversa. Vai ser uma noite das amigas. Deixa que me viro com Cristina.
Glenda procurou eventos para o final de semana, um que conhecidos de Cristina não iriam, e que poderiam dançar e se exibir para um monte de curioso. Até que...
- Tem um "Open bar" universitário para irmos acho que é abertura dos Jogos universitários, chama "Abre o jogo, abre a Boca", vamos?
- Não sei. Acho que não consigo.
Glenda mostrou a foto do evento e olhou firma para amiga, nesse momento Cassie pensou melhor e depois ela acredita que pensou em John, foi ai que ela soube que ganhou essa disputa.
Hudy
Você está sentado em sua poltrona analisando alguns contratos, você sabe que esse trabalho vai demorar para ser feito e chegará atrasado em casa para o jantar, então olha para a parede transparente de sua sala que conquistou depois de muito "sapo" que aguentou nesta empresa. Se eu não pensasse toda hora em sexo eu já teria acabado. Como poderia não pensar? Você teve a rara oportunidade de dormir com outra mulher com a permissão de sua esposa e ainda está em choque com isso. Você desconfia dessa atitude que Lillit, como se fosse um delírio ou um motivo escuso para armar algo contra você e terminar o casamento. Você afasta esse pensamento, não teve um momento sequer que ela não provou seu amor nestes dois últimos anos.
O relógio marca, 18h e você começa a demonstrar desgaste, sua coluna dói, a camisa verde social começa a incomodar onde faz contato com seu corpo, a calça cinza claro que você usa começa a suar e seus sapatos marrons que combinam perfeitamente com seu cinto parecem um pouco mais apertados. Falta apenas um contrato. Mentira, falta um monte, mas você volta a pensar em uma barraca que estava no meio do nada e com alguém poderia utilizar-se disso para te prejudicar, você olha para o relógio novamente e são 18h e 05min, você volta a trabalhar.
Cinco assinaturas depois o trabalho encontra-se feito. Com a cabeça mais desgastada você apenas pensa num banho e comida japonesa, você desliga seu computador, fecha a janela e vai até a porta. Você coloca as mãos nos bolso para ver se tudo estava no lugar, celular, carteira, chave do carro e frasco de perfume pequeno. Tudo Ok. Você pega seu celular para ver se havia alguma mensagem.
- Posso entrar? - na porta, encontrava-se Cassie com seu jeans justo e camiseta branca. Ela não vai se mover até você responder.
- Claro, mas estou de saída.
- Não vai demorar - Ela fala enquanto entra e fica mais perto de você, ela fica mais perto do que de costume você observou - Gostaria de agradecer por ter conseguido um emprego para John, significa muito para nós, não lembrava de ter comentado.
E não comentou, ao chegar em casa depois da trilha em uma refeição animada e descontraída, Lillit disse que John estava desempregado, e que iria conversar com você sobre arranjar um emprego na empresa, você lembra de ter respondido que iria falar com a chefe, mas não falou. Você ligou para seu amigo do Crossfit e falou se precisava de motoboy para entregas em seu restaurante, ele diz que os negócios cresceram e precisava de entregas. Deixar John aqui é arriscado demais.
- Fiz o que você faria por mim, não precisa agradecer. Vamos? Hoje estou cansado Cassie - Você indica a porta que estava entre vocês.
- E obrigado pela noite, salvou minha vida. - Cassie diz e você não entende, então ela te abraça e dá um beijo na bochecha. - Não contarei pra ninguém, não quero perder nossa... amizade.
Você olha no relógio, e a hora não importa, você deseja o melhor para Cassie, sempre a viu como uma mulher forte e determinada, e você tem princípios, não brincaria com os sentimentos tão confusos de uma mulher. Você pensa na barraca, e... espera... o que é isso? Você sente endurecer no momento em que ela te abraça mais forte. Cuide da sua barraca para não armá-la bem alto. Cassie percebe e gruda em você. O resto depois disso foi automático. Você puxa ela e a beija com vontade, ela agarra a sua nuca com uma das mãos e o seu pau com a outra, você responde apertando a bunda dela que estava mais apertada do que você lembrava por conta da calça. Vocês param e escutam alguém chegar.
Ninguém chega e você diz:
- Confio em você, e espero que decida o que é melhor pra sua vida o quanto antes.
- Se eu não fizer isso vai me castigar? - Cassie sorri.
Você sai e olha o relógio, são 20h e 15min, pelo amor de deus preciso de um chicote.
Lillit
Eu estava voltando da aula do trabalho e parei para olhar uma vitrine de roupas em uma loja qualquer a caminho do condomínio. Fiquei olhando para todas as roupas e ao mesmo tempo para nenhuma, ainda digerindo o que fizemos na trilha, isso foi errado, mas foi tão bom! Não sei o que está errado, e também não sei o que foi tão bom, mas os efeitos colaterais dessa experiência estão atuando até agora. Me sinto mais jovem, me sinto mais leve como se eu fosse uma mulher muito mais sortuda do que já era. De tudo isso, o melhor foi minha conversa com o meu marido em casa, ele tão bom com as palavras soube descrever a situação.
- Lillit você é livre para falar o que quiser.
A palavra é essa, "liberdade", volto ao mundo real e encaro meu reflexo na vitrine. Agora solto minha imaginação. Em minha mente as roupas e todo o interior da loja sumiram, estava apenas eu e um fundo branco. Agora imaginem que esse fundo ficasse vermelho, e como numa edição de foto meu corpo inteiro ficasse preto e branco, também coloquei alguns acessórios em meu corpo, uma roupa de látex curta, e pra fechar o visual um capacete que esconde meu cabelo. Para a cereja do bolo dessa fotografia eu coloco alguns tons de vermelho em meus lábios e unhas para ficar perfeito. Esta é a liberdade que eu conquistei. Não estou mais presa em algum mundo onde é 8 ou 80, eu posso ser 1 e posso ser 1.000, ao mesmo tempo, ou se eu quiser só um .... Se eu quiser mais uma. Eu sorrio.
Foto mentalmente tirada, retorno a andar e chego em casa. Agora o retorno a vida normal. Essa parte posso resumir em algumas atividades. Como um robô que executa alguns hábitos então foi a seguinte lista. Guardo minhas coisa. Tomo café. Descanso no sofá. Organizo aulas.
Estava com preguiça de fazer a janta quando o relógio bateu 21h e 30 min. A porta se abriu. Hudy todo social, estava com sua coisas mais duas sacolas, uma delas cheirava incrivelmente bem. Ele me poupou de perguntar.
- Trouxe o o seu favorito do subway. - ele vai até a mesa e coloca uma sacola ali e pega outra sacola vermelha, levanta e continua. - E aqui está a sobremesa.
Sorri e não disse nada, estava cansada e avaliando a sacola, um pouco grande parece um bolo dado a dimensão do conteúdo. Ele coloca na mesa a outra sacola e chega até mim. Olho para seu corpo e penso como ele fica bem de social, e ai olho mais para baixo e opa... alguém esta com planos para hoje de novo. Sua calça social pode ter muitas vantagens em seu corpo, mas esconder sua libido esta longe de ser uma delas. Hudy me beija na boca como um cumprimento de bom dia, ao mesmo tempo que eu levanto minha mão até seu pau e agarro em resposta.
Ele se afasta sorrindo e diz que vai tomar banho.
- O que tem na sacola? - Ele continua sorrindo e não responde. O filho da mãe gosta de me provocar.
Levantei e fui até a mesa, primeiro fui até meu sanduíche, dei a primeira mordida, depois me interessei pela sacola vermelha, agora amis de perto consigo ver melhor a dimensão do conteúdo. Grande demais para ser um bolo. Abro a sacola e meu coração dispara, era de um sexshop. Larguei o sanduíche e abri a caixa, era um chicote preto de tamanho médio. Puta que pariu, e eu achei que eu estava a vontade. Só pensei em uma coisa. CADÊ. MEU. HOMEM!
Fui até o banheiro com o chicote na mão.
Hudy deixou a porta aberta, um convite velado. Cheguei com uma cara de quem deixa bem claro as más intenções.
- O que pretende fazer com isso?
Ele estava de costas para mim, lavando sua barba, permitindo que eu vislumbra-se um corpo quase atlético, suas poucas sardas nas costas sempre foram um charme a mais. Ao ouvir minha voz ele vira um pouco o pescoço e sorri. Maldito sorriso.
- É pra te educar, ou castigar. Não sei por qual começar ainda.
O vapor do chuveiro começou a entrar na conversa, os espelhos e box de vidro que nos dividia começaram a ficar embaçados, senti o cheiro do sabonete dele que estava em sua mão depois foi descendo até chegar a seu membro. Abri o box e comecei e com o chicote passei levemente por onde o sabonete passou. Seu pau respondeu subindo um pouco, como se fosse um cumprimento convidativo.
-Tire sua roupa. - ele diz. - É uma ordem.
Uma ordem? Ele nunca me ordenou antes, fiquei surpresa, acho que transpareci isso, uma onda de apreensão surgiu do meu coração e irradiou uma adrenalina do meu pescoço até a ponta dos meus dedos, fiquei arrepiada, e com mais vontade de dar. Tudo isso em uma fração de segundo, o que o homem que estava na minha frente viu, foi apenas sua mulher obedecendo um comando. Olhei fixamente nos olhos dele, mas ele estava ocupado demais seguindo minhas mãos com o olhar. Nada mais foi dito até a última peça de roupa cair no chão.
- Entre. - Recebi mais uma ordem. Obedeci.
-Vire-se de costas. - Obedeci.
Meu dono pegou o chicote da minha mão e passou pelas minhas pernas, depois minhas costas e por fim no meu pescoço. Bateu de leve na minha bunda algumas vezes, depois nas minhas coxas. Participei empinando meu quadril para uma melhor visão dele e para dizer o que eu queria. Nisso ele prontamente atendeu. Ele ficou brincando com o pau na minha buceta por tempinho Então o castigo não é apenas com o chicote. Soltei um gemido, acho que eu não deveria ter feito isso, porque Hudy não me permitiu falar. Em resposta a meu pensamento ele colocou o cabo do chicote em minha boca, para que meu erro não se repetisse, de bom grado aceitei. Apoiei minhas mãos na paredes quando ele penetrou. Estava mais duro que nunca, ele entrou devagar nas primeiras vezes para facilitar para mim, depois com mais intensidade. Fechei os olhos e aproveitei.
Ele acelerou, comecei a ir nas nuvens, fechei os olhos para aproveitar o momento e imaginar os movimentos dele, suas coxas contraindo e batendo na minha bunda, aquelas mão segurando o meu quadril.... O corpo dele está quente. A água começou a bater nas minhas costas e desceu até onde nos conectamos, estava perfeito.
Hudy mudou minha fotografia mental em um segundo quando soltou meu quadril e me pegou pelos cabelos fazendo eu me arquear um pouco mais para trás. Deixei cair o chicote da boca.
- Não deveria ter deixado ele cair. - Ele quase estava gozando, conseguia sentir.
- Desculpa não vai se re... - Tapei minha boca, não estava autorizada a falar. Abri os olhos virei um pouco a cabeça pra ele. Hudy aprovou minha iniciativa. Até que chegou no ápice.
Depois disso ele me virou de frente para ele me beijou, me pressionando contra a parede. Depois foi para meu pescoço e disse.
- Quero fazer isso de novo.
- Eu também gostei, me senti livre.
- O que aconteceu na trilha não nos separou, pelo contrário.
- Sim, gostaria de algum dia repetir.
- Podemos ir em uma festa, encontrar qualquer pessoa, uma festa que não vai ninguém que conhecemos.- Ele falou com deixando claro que queria uma sugestão. Pensei em que momento da vida uma mulher toparia fazer algo assim. Encontrei em minhas memórias algo parecido.
- Podemos ir na próxima festa universitária que tiver.

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